Ser mãe

Ser mãe é uma confusão. Uma mistura tão intensa de sensações e sentimentos que dificilmente quem não é entende.
Ser mãe é não ter sono. Ou ter e fingir que não tem. É deixar de lado a vaidade, mas se achar linda com olheiras e tudo.
Ser mãe, para a maioria, é esquecer que existe estria, celulite, peito caído, salto alto, bijuteria.
Ser mãe é ser polvo e ter quantos braços forem necessários para carregar o carrinho, a bolsa, a chupeta, o paninho, o brinquedo e o filho. Ufa….
Ser mãe é conseguir amamentar, deixar na escola, com a babá, deixar crescer.
Ser mãe é ficar parada na beira do berço. É dizer “Deus te abençoe”.
Ser mãe é aguentar o tranco. É sentir dor nas costas, nas pernas, nos braços. E não sentir mais nada quando um sorriso se abre.
Ser mãe é ter e ouvir os instintos. É ser leoa, ave de rapina. É ser desconfiada como a raposa e ágil como a lebre.
Ser mãe é ter o coração quente, os olhos cheios de lágrimas, os braços cheios de força e a cabeça repleta de idéias e preocupações.
Ser mãe é seguir em frente.
Ser mãe é ser mãe. Sempre.
Carol Garcia, jornalista (texto extraído da Tribuna Bancária-CE)
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